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Kierkegaard e a Clínica Psicológica Existencial

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Olá, pessoal! Sejam muito bem-vindos à nossa aula de hoje, onde vamos mergulhar nos fundamentos da clínica psicológica a partir da riquíssima filosofia de Søren Kierkegaard. Nosso objetivo aqui é desvendar como o pensamento desse filósofo dinamarquês pode iluminar a prática psicológica, afastando-nos de visões mais tradicionais e focando na existência humana concreta. Vamos lá!


Introdução: Por Que Kierkegaard na Psicologia?

Para começarmos, imaginem só a cena: estamos em meados do século XIX, e Kierkegaard, um pensador inquieto, já observava os rumos do pensamento moderno com grande preocupação. Ele percebia que o ser humano estava perdendo sua singularidade, sendo arrastado pelo que era "geral", pelo "todo mundo". É como se o homem estivesse esquecendo quem realmente era, sem sequer saber seu próprio nome, deixando-se levar por escolhas ditadas pela publicidade e pelo que era sedutor.


Ele se inquietava com um mundo dominado pelas "estéticas" – um modo de vida onde o prazer era o critério principal, as sensações deveriam ser prolongadas infinitamente, e as relações se davam na indiferença e manipulação do outro. Havia até a crença de que a doença era o domínio dos impulsos, e a saúde, a satisfação deles.


Então, qual o projeto de Kierkegaard diante desse cenário? Ele queria mobilizar cada pessoa em particular para que percebesse que vivia na ilusão. Seu objetivo não era criar um sistema filosófico contemplativo, mas sim uma filosofia da existência que resgatasse o sensível no existir. Ele se opunha radicalmente à psicologia de sua época, que tratava o homem como um objeto a ser explicado em suas propriedades essenciais, um psiquismo encapsulado, como uma substância com mecanismos. Para Kierkegaard, o homem é uma "abertura em devir", um paradoxo, sempre em jogo no seu próprio existir, e não pode ser definido ou teorizado.


A Estratégia de Comunicação Indireta: Desembaraçando das Ilusões

Como o filósofo se propõe a "ajudar" as pessoas a saírem dessa ilusão? A estratégia de Kierkegaard era a escrita. Ele foi autor de inúmeras obras, e seu projeto estava presente da primeira à última publicação: fazer com que o leitor se desse conta do lugar onde ele se encontrava.


Para isso, ele utilizou uma tática genial, que ele chamou de comunicação indireta. Vejam bem:

1. Pseudônimos: Ele escrevia sob a autoria de pseudônimos, denominando essas obras de "estéticas", justamente porque eram sedutoras. Por que isso? Porque Kierkegaard era muito conhecido por criticar a ordem e as instituições vigentes, o que lhe rendera muitos inimigos. Se o leitor soubesse que era ele, a estratégia estaria arruinada. Ele precisava agradar para ganhar o interesse do outro e, assim, avançar em seu plano.

2. Conteúdo sob Medida: O conteúdo de suas obras continha histórias que agradavam os que atuavam predominantemente no modo estético, e sistematizações que atraíam os éticos. O objetivo final era desembaraçá-los dos laços da ilusão.


A comunicação indireta é uma forma de chegar ao outro sem que ele perceba que há uma intenção de confrontá-lo, questioná-lo ou interceptá-lo em suas ações. Kierkegaard argumentava que uma ilusão nunca é dissipada diretamente, só pode ser destruída radicalmente de forma indireta. Imagine tentar convencer alguém diretamente de que ele está errado; a tendência é a pessoa resistir e se agarrar ainda mais à sua ilusão!


Ele usava ironia, metáforas, disfarces, acolhimento. Por exemplo, a ironia era um método recomendado para despertar a inquietação e o impacto naquele que predominava o modo estético, fazendo-o reconhecer seu lugar e abrir-se para o conflito e a indecisão. A ironia, quando bem utilizada, introduz uma atitude de suspensão e suspeição, abrindo caminho para a ação.


Os Modos de Existência Humana: Estético, Ético e Religioso

Para organizar sua estratégia de comunicação e alcançar diferentes pessoas, Kierkegaard classificou a existência humana em três modos, de acordo com os referenciais pelos quais o homem estabelece suas escolhas:

• Modo Estético: É aquele que prioriza o prazer, a diversidade, o descompromisso com o outro. Não considera as consequências e lida com os resultados de suas ações de forma indiferente. É autocentrado, perdendo-se em si mesmo ou nas ofertas do mundo. Vive na ilusão de que pode construir uma existência onde só há lugar para o prazer. Para esse tipo, Kierkegaard escrevia obras com conteúdo estético, buscando despertar o interesse para a sordidez e o vazio da existência humana ordinária.

• Modo Ético: Prioriza o justo, o certo, o bom. Reconhece e assume a responsabilidade pelas consequências de suas ações, levando uma existência preocupada. O risco aqui é perder-se nas solicitações impostas pelas regras, iludindo-se na construção de uma existência perfeita, sem erros ou imperfeições. Kierkegaard atuava com esse perfil escrevendo, por exemplo, na figura de um juiz sobre como manter o caráter estético no matrimônio ético.

• Modo Religioso: O homem prioriza a humildade e a entrega a desígnios sobre os quais não se tem controle. Aceita a realidade e se vê vivendo sob o paradoxo entre o que pode interferir e o que transcende. A ilusão aqui é pensar que alcançou um estado definitivo, sem ser mais solicitado pelo mundo. Para o religioso, ele endereçava conteúdos de fé, como a passagem bíblica de Abraão e Isaque.


O "Ajudante" na Análise Existencial: Uma Postura Singular

Kierkegaard cunhou o termo "ajudante" para aquele que se propõe a auxiliar o outro a se desembaraçar das ilusões, a não se perder no impessoal, a retornar a si mesmo. Pensem na tarefa do psicólogo clínico existencial: é manter o alerta em relação àqueles que o procuram tomados pela angústia e desespero diante do caráter inconstante da existência.


Mas, o que distingue esse "ajudante"? Ele precisa, antes de tudo, reconhecer que possui um diferencial em relação ao outro, algo que Kierkegaard chamava de "adição". Essa "adição" significa estar enraizado em seu próprio projeto, no que lhe é mais fundamental, sem se perder nas demandas do mundo. Só assim ele pode identificar a ilusão do outro e introduzir o elemento dialético. É como se o ajudante fingisse compartilhar da ilusão, mas com a intenção de provocar no outro a reflexão. O desafio é não se deixar seduzir pela ilusão do outro, e é a "adição" que permite isso.


Em termos práticos, para estabelecer uma relação psicoterapêutica libertadora – ou seja, que entregue o outro a si mesmo para que ele decida e assuma a autoria de sua decisão – é essencial não atuar de modo direto. Se o fizermos, o outro apenas oporá resistência e se apegará ainda mais às suas ilusões. O ajudante deve se manter na retaguarda, deixando o outro livre para si mesmo, sempre com humildade, começando onde o outro está e compreendendo seu mundo, mas sem perder sua "adição".


Estudo de Caso: Flávia e a Crise Existencial

Para ilustrar tudo isso, vamos analisar um caso clínico, inspirado em um artigo de Kierkegaard sobre a crise na vida de uma atriz. Conheçam Flávia, nome fictício de uma atriz renomada de 32 anos, que procura psicoterapia com uma queixa que ressoa com muitos de nós: "Estou entediada com a vida, não estou mais suportando conviver com as pessoas, as pressões que o mundo vem me expondo são insuportáveis. Nunca na minha vida de atriz fui tão exposta a críticas".


O Tédio de Flávia: O tédio, para Kierkegaard, é a raiz de todos os vícios e de todo o mal. Ele o associa a uma "crise estética", onde a pessoa busca infinitas mudanças externas, mas sem considerar o "princípio da limitação" – ou seja, muda a situação, mas não a perspectiva interna, como um camponês que muda o método de exploração do solo em vez de viajar para outro lugar quando entediado com o campo. Flávia, que antes era aclamada, agora, aos 32 anos, era criticada pela mídia por seu envelhecimento, sendo considerada "inadequada" para papéis joviais. É a mesma publicidade que antes a idolatrava, agora entediada com ela.


O Sofrimento Psíquico e a Angústia do Tempo: O sofrimento de Flávia consistia em viver o trágico inevitável: a passagem do tempo que, culturalmente, leva ao descarte. A valorização extrema da juventude em sociedades pós-modernas gera a "síndrome de Peter Pan", o desejo da "criança eterna". A preocupação com o kronos (tempo) na tragédia grega traz consigo angústia e desespero.


Flávia enfrentava um dilema: um diretor queria dar-lhe um papel, mas o escritor da novela desejava uma protagonista mais jovem. Ela sentia que ambos, na verdade, não a queriam mais. A cortesia, nesse contexto, para Kierkegaard, era o mais alto grau de insolência. Flávia sofria por ter dedicado tanto à arte e agora estar em uma situação "terminal". Ela não via saída, comungava com a visão do público e da crítica.


A Busca pela Metamorfose: A psicóloga, iluminada pelo texto de Kierkegaard, precisava buscar o "furor", a "vivacidade" de outrora de Flávia, que pareciam apagados. Kierkegaard fala de uma "metamorfose" que levaria à transformação. Quando a interioridade caminha em direção a si mesma, a opinião da massa perde o interesse, e é aí que a admiração genuína surge. A psicologia pode ajudar a antecipar ou explicar essa metamorfose.


A terapeuta então busca a história do início da carreira de Flávia, os "alicerces". Flávia descreve um sucesso precoce, onde o público a alimentava e inspirava, e ela chamava tudo isso de "sorte". Kierkegaard, contudo, chama essa "sorte" de uma "posse indefinível", um talento inato.


O Diálogo Terapêutico e o Elemento Dialético: O psicoterapeuta, utilizando a "adição" (seu diferencial como ajudante), finge compartilhar da ilusão de Flávia sobre a "sorte" para introduzir o elemento dialético e provocar a reflexão.


• T: "Em que outras situações de sua vida a sorte te acompanha?"

• F: "Desde sempre... tenho autonomia financeira, minha família está bem. Não tenho do que me queixar, a sorte sempre me acompanhou."

• T: "Parece que só agora a sorte te abandona."

• F (após silêncio): "Não, não foi a sorte que me abandonou, eu envelheci. Por isso as mesmas oportunidades não me são dadas. Se fosse ainda jovem continuaria atuante."

• T: "Então, agora não é falta de sorte e sim de juventude."

• F: "Sem juventude você não tem nenhuma chance, pelo menos na vida de atriz."

• T: "E para você só vale o sucesso, não é assim? E não apenas o sucesso, mas o maior de todos."

• F: "É, preciso de sucesso, respiro o sucesso."

• T: "E se não for assim, então o melhor é desaparecer."

• F: "Foi isso que eu disse. Fico pensando não pode ser de outro jeito?"

• T: "Pode ser de outro jeito?"

• F: "Claro que pode. Eu perdi a juventude, não tenho mais a beleza da juventude para oferecer ao público, mas tenho talento. Esse nem o tempo, nem o público pode me tomar."


Percebem o salto? Flávia começa a reconhecer seu talento, que antes chamava de sorte. Ela entra em uma indecisão crucial: abandonar o palco e ser lembrada como a jovem e bela atriz, ou continuar e não ser mais reconhecida pela beleza da juventude? Para Kierkegaard, decidir não é um mero "isto ou aquilo", toda decisão implica consequências e amadurece a alma. Flávia começa a refletir e a proferir o "ou...ou...", demonstrando que sua alma não era dissoluta demais para compreender esse dilema.


A terapeuta, então, arrisca uma analogia: "Você não sabe se permanece jovem para sempre na memória do público ou se permite que sua juventude desapareça. Como Pelé, que se manteve jovem para sempre na memória do público, ou como Fernanda Montenegro, que ainda é premiada, mas é vista como velha pelo público. Há também aqueles que não se retiraram ao envelhecer e o público os critica. Qualquer que seja sua decisão, você corre riscos". Flávia percebe o tormento de não saber qual risco correr.


Kierkegaard afirmava que a "sorte" da atriz é seu talento, vivacidade, vigor, confiabilidade e exuberância. Para ele, o tempo, o mais perigoso dos sofistas, e o hábito, o mais astuto, haviam feito Flávia se habituar a ser admirada, a ser a primeira, confiando apenas na beleza e juventude e esquecendo suas posses indefinidas. A verdadeira "juventude feminina" de uma atriz não é a idade, mas uma genialidade especial que corresponde a uma ideia. A metamorfose é essa passagem da valorização do acaso e do transitório para a cultivação estética da genialidade e da relação com a ideia, que são eternas e essenciais.


Angústia, Desespero e a Tarefa de Ser Si Mesmo

Flávia começa a falar de uma grande ansiedade antes de entrar no palco, medo de esquecer o texto, de não agradar. Essa tensão, antes imperceptível, agora a paralisa. Ela lista: "Medo, tédio, tristeza, desânimo, isto tudo é que me faz querer desistir". A terapeuta provoca: "Desistir é uma boa forma de acabar com o medo". Flávia responde: "Mas é justamente querer desistir que torna a minha vida sem sentido, eu queria poder continuar sem medo. O que eu não sei é como vencer o medo".


Flávia queria se tornar transparente para si mesma, conhecer seus propósitos e disfarces. O terapeuta, então, a confronta: "Primeiro você diz que foi bem sucedida pela sorte, depois alega falta de juventude, depois diz que quer se tornar eternamente jovem, ou seja, inventa inúmeras desculpas para parar de atuar. Do que realmente você está fugindo?". A resposta de Flávia é profunda: ela estava fugindo da crítica, dos outros, de deixar de ser "a melhor de todas". Ela via sua vida sem sentido, como a de sua mãe após perder seu propósito. A psicoterapeuta, então, aponta: "Sua vida profissional só tem sentido se você for a melhor de todas, se assim não for, você desiste e vive, como você falou no início, uma vida entediante. Você prefere o tédio a deixar de ser a melhor de todas. Apenas a melhor de todas faz sentido em sua vida". Flávia se entristece com essa vaidade.


A Liberdade e o Salto Existencial: Para Kierkegaard, a realidade não é alcançada pelo puro pensamento; a paixão possibilita o ingresso no âmbito da realidade. A existência humana é um devir doloroso e escorregadio. O homem é um existente que não pode ser abarcado de forma abstrata, mas sim como indivíduo. A angústia é central para a psicologia existencial. É um sentimento ambíguo que antecede toda escolha, toda possibilidade. A natureza humana contém a possibilidade de escolher bem ou mal em liberdade, e isso implica culpa e arrependimento – sentimentos daqueles que levam a sério a realidade e se responsabilizam por suas escolhas. Para o psicólogo, não importa o conteúdo do "pecado", mas a possibilidade de pecar, inerente à existência humana. A angústia é o possível da liberdade, permitindo ao homem reconhecer sua finitude e suas ilusões. Ela nos mobiliza para apropriação da nossa condição de liberdade.


O homem vive na ilusão de ser o que não é, acreditando ser uma síntese pronta e acabada, negando sua liberdade e aplacando sua angústia. Ele se perde nas determinações do impessoal, tornando-se uma "ovelha no rebanho". A análise existencial, portanto, busca que o indivíduo retome o movimento de constituição de seu próprio existir. A escolha é um salto, não um contínuo. O ontem não dita o hoje, pois a existência é movimento e o homem pode, a qualquer momento, dar um salto que implica descontinuidade.


A paciente precisa reconhecer o seu desespero do eterno e, ao mesmo tempo, sua temporalidade, e o que nela permanece eterno. Flávia estava afetada pelos ditos do público, esquecendo-se de sua genialidade. O terapeuta continua insistindo: "Sem beleza e sem juventude acabou toda a capacidade de representar que parecia existir em você?". Flávia responde: "De representar não, de agradar sim". A terapeuta: "Então para você o sentido de tua vida é muito mais agradar do que representar. E você acredita que o que agrada é a juventude, como esta se esvai, não há como continuar sua vida de atriz?". Flávia percebe o ridículo da situação: "Parece meio ridículo como posso me aniquilar só porque não sou tão jovem?". O terapeuta finaliza essa linha de questionamento com uma chave para a metamorfose: "Parece que você só presta atenção ao que perdeu, mas não dá a mínima para o que ganhou".


Então Flávia, mobilizada, pergunta: "E o que ganhei?". A terapeuta devolve a pergunta: "O que você ganhou?". E Flávia, finalmente, responde: "Experiência". Isso, meus caros, é a metamorfose! O tempo, para Kierkegaard, não tem poder de destruir, mas um poder subserviente que serve para tornar manifesto o que é essencial.


A Conclusão da Análise Existencial:

A angústia é uma "escola" que nos convoca a aprender os possíveis da liberdade e a reconhecer nossa finitude. Ela nos impulsiona a ter fé nos possíveis, inicialmente vistos como "sorte", mas que gradualmente revelam os "horrores, a destruição, os perigos". Enfrentar esses horrores honestamente, sem se esconder nas possibilidades de êxito, é parte do caminho. E, ao conviver com a angústia sem ser abatido, o homem pode "descansar na providência", reconhecendo os limites da atuação no finito e ganhando transparência sobre si mesmo.


Kierkegaard nos revela que o homem se constitui pelo desespero. Não é apenas ser racional ou ter linguagem; é, justamente, ser aquele que desespera. O eu é um paradoxo do finito e do infinito, dos necessários e dos possíveis, do eterno e do temporal. É uma energia viva que, em abertura ambígua e indeterminada, constrói a verdade de sua existência. As tentativas de estagnar esse movimento – seja no finito, no infinito, no necessário ou no possível – formam o desespero.


A singularidade, para Kierkegaard, é a relação consciente e séria do homem consigo próprio e com o eterno, regida pela coragem de assumir uma posição na existência. Isso implica arriscar-se, suportar a "estabilidade irracional" de considerar a própria verdade, em meio ao "todo mundo". Perder-se de si mesmo é, tendo a oportunidade de se enxergar no espelho, não se ver adequadamente como "criatura" e persistir na ilusão de ser "criador de si próprio".


O psicólogo existencial, pacientemente, identifica a ilusão do cliente, acompanha-o e o ajuda a perseverar na luta, compreendendo que o perigo pode ser ele mesmo o seu próprio inimigo. A tarefa é sustentar a inquietação do cliente para que ele se fortaleça, aprenda com sua experiência e assuma a tarefa individual de ser ele mesmo.


Assim, a análise existencial em psicologia, inspirada em Kierkegaard, nos convida a uma transformação profunda. Ela nos afasta do simples "conheça-te a ti mesmo" para nos lançar na audaciosa tarefa de "eleja-se a si mesmo".


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Espero que esta postagem tenha sido esclarecedora e inspiradora. Pensem sobre esses conceitos e como eles podem ressoar em suas próprias vidas e na compreensão do ser humano. Até a próxima!


Referências:

Feijoo, A. M. L. C., & Protasio, M. M. (2011). Análise existencial: uma psicologia de inspiração kierkegaardiana. Arquivos Brasileiros de psicologia, 63(3), 72-88.


Feijoo, A. M. L. C. (2007). Os fundamentos da clínica psicológica na filosofia de Soeren Kierkegaard. Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies, 13(1), 111-124.

 
 
 

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