top of page

Está gostando do conteúdo?

Então considere tornar-se um(a) apoiador(a) do nosso projeto! Ele é mantido graças à sua ajuda! 

Assim você contribui para nosso crescimento, e tem acesso a conteúdos e brindes mensais.

Porque juntos somos mais fortes!
 

  • Apoiador Fenô

    10R$
    Todo mês
     
Buscar

Donald Winnicott e Medard Boss: Uma Psicanálise Existencial?


A foto utilizada na imagem acima é uma montagem, mas poderia ser real. Quem já leu O Caso da Dra. Cobling pode ter notado na prática de Medard Boss algumas intervenções que muito se assemelham às embasadas por algumas teorias de Donald Winnicott, o famoso psicanalista inglês. Ao longo do texto, iremos citar os conceitos de holding, dependência e teoria do verdadeiro e falso self. Zeljko Loparic já discorreu acerca da possibilidade uma psicanálise sem metapsicologia baseada na obra de Winnicott em um famoso artigo. Embora eu discorde da proposta de Loparic, irei aqui explicitar uma possível aproximação entre a Daseinsanalyse de Boss e a Psicanálise de Winnicott, mostrando como, apesar de Boss defender uma visão daseinsanalítica de sua prática, ela também poderia ser explicada à luz da Psicanálise inglesa. Dessa forma, meu argumento é de que a Daseinsanalyse não abandona por completo a Psicanálise, não consegue levar a cabo a proposta radical defendida por Heidegger nos Seminários de Zollikon. Por esse motivo, e como uma tentativa de afastar-me das perspectivas psicanalíticas, denomino minha própria prática de fenomenologia-existencial, que traz, além de Heidegger, contribuições de outros autores do campo da Filosofia, da Psicologia e mesmo das artes em geral, como a Literatura.


Retornando ao assunto principal do texto, iniciemos com um pequeno resumo do caso exposto por Medard Boss, e que teria sido decisivo em sua virada intelectual, que levou-o a estudar a fenomenologia hermenêutica de Heidegger. Dra. Cobling, nome fictício, era uma iminente psiquiatra, extremamente intelectual, que viveu em um ambiente austero e extremamente religioso. Ela chega ao consultório de Boss com sintomas alucinatório e delirantes que caracterizam um quadro psicótico, uma esquizofrenia paranoide. Boss realiza sua primeira intervenção, e convence-a de que não possui condições de dar continuidade ao seu exercício profissional no momento.


Na sequência, os sintomas psicóticos se intensificam. Cobling passa a enxergar alucinações visuais concernentes ao rosto de beatas que a acusam severamente e de máscaras que pairam no ar frente à sua face. No campo auditivo também há mudanças significativas, pois ela relata que cada pequeno som parece revelar um conteúdo escondido e significativo, indicando uma catástrofe iminente. Em um certo momento, após uma ligação da paciente, Boss recebe um conjunto de anotações dentre as quais destaca-se o trecho a seguir:


"Agora, você e os outros psiquiatras estão tentando me impedir de sobreviver a essa invasão. Vocês estão me dizendo que tudo isso é um produto de minhas forças inconscientes reprimidas; os outros me dizem para controlar a minha imaginação ou perguntam quem eu penso que sou com as minhas idéias megalomaníacas. Seus estúpidos. É que simplesmente vocês perderam a sensibilidade interior... Boss ficará sabendo disso porque, embora a sua percepção seja limitada, ele tem um certo entendimento e uma disposição para aprender, e sinto que temos certas coisas em comum." (Boss, 1999)


A reatividade da paciente se mostra pela primeira vez. A despeito disso, o psiquiatra lança mão de intervenções arriscadas nas sessões seguintes. Ele tenta uma interpretação biológica para o quadro da paciente, localizando sua questão em distúrbios metabólicos no tecido cerebral, ao passo que a paciente respondeu:


"Como se poderia pensar – retrucou ela insolentemente – que uma simples percepção ou pensamento humano, seja comum ou incomum, pudesse ser inteligivelmente derivado de processos fisiológicos do metabolismo corporal, de quaisquer funções nervosas ou das assim chamadas atividades nervosas superioras que acontecem simultaneamente? E ela continuou perguntando: como o médico conseguia visualizar tal transformação dos processos físicos em fenômenos imateriais e mentais? Talvez como um tipo de evaporação mágica? [...] De que natureza deveria ser o córtex cerebral a fim de que – como tecido orgânico material – pudesse compreender e manter relações desveladoras de sentido com o mundo externo? Ademais, em que deveriam os processos fisiológicos se refletir subjetivamente? Talvez na consciência de um sujeito? Mas de que natureza deveria ser tal sujeito a fim de que pudesse possuir uma consciência? E poderia o doutor explicar o que é consciência e onde ele acha que a consciência humana pode ser encontrada? Talvez dentro da cabeça ou em algum outro lugar? Era essa consciência que acabara de comparar com a chapa fotográfica? Entretanto, será que alguma chapa fotográfica já foi capaz de perceber o que nela se reflete e identificá-lo com a coisa que é?" (Boss, 1999)

 

Após o fracasso da interpretação biológica, Boss lança mão de uma interpretação centrada na teoria do inconsciente, contestando o estatuto de realidade das alucinações apresentadas pela paciente. Novamente ela responde de maneira efusiva:


"Não me venha novamente com estas baboseiras psicológicas tentando transformar em ficção estes espiões e motociclistas; dispondo deles como meras alucinações e projeções do meu inconsciente ou qualquer outra realidade psíquica. De qualquer maneira, o que vocês, psiquiatras, sabem da realidade? Nada, absolutamente nada. E depois, vocês continuam e subdividem ordenadamente algo sobre o qual vocês não têm nenhuma noção. Ficam tagarelando sobre subjetivo e objetivo, sobre uma realidade psíquica interior e uma realidade real, vinculada ao mundo exterior, pretendendo jogar uma contra a outra como se a primeira fosse real e a última puramente fictícia e alucinatória. Mas o que é que você quer realmente dizer com a palavra alucinação, considerando que você ignora totalmente o que é a assim chamada realidade não-alucinatória? Palavras, nada mais que palavras, e atrás delas nada, precisamente nada, nenhum conhecimento real de qualquer espécie." (Boss, 1999)


As respostas da paciente deixam o psiquiatra completamente consternado. E por esse motivo ele busca refúgio no estudo dos filósofos e teóricos clássicos de sua época. Não encontra neles quaisquer respostas, até que se depara com a analítica existencial de Heidegger. Ela surge como uma solução para o problema em que se encontrava, e torna-se a fonte de uma abordagem mais compreensiva para os relatos apresentados por Cobling. Nas sessões seguintes ele finalmente elabora uma interpretação existencial centrada no relato da paciente:


Você tem toda razão. Não tem sentido dar a uma realidade prioridade sobre outra. Seria bastante fútil de nossa parte sustentar que esta mesa diante de nós é mais real que os seus espiões sobre as motocicletas, pelo fato de iludirem minha percepção e serem perceptíveis somente a você. Por que não deixamos que ambos existam como os fenômenos que revelam ser? Então, só há uma coisa digna da nossa atenção. É necessário considerar o conteúdo significativo pleno de tudo o que se desvela para nós. Se você continua encontrando espiões em cada esquina, e se um psiquiatra tentasse reduzir essas percepções a meras alucinações fictícias ou a invenções da sua imaginação, se ele tentasse imputar-lhes somente uma realidade psíquica como projeções do seu inconsciente, então eu teria que concordar com você que ele estaria falando coisas sem sentido, sem darem qualquer contribuição para a nossa compreensão das suas experiências. Pois, quem é capaz de determinar o que significa basicamente psíquico, e o que é imaginação? Qual é a natureza das imagens das assim chamadas imaginações ou ilusões, e onde se espera encontrá-las dentro de uma psique? Mas talvez você concorde comigo se eu disser que vejo a realidade dos seus espiões primordialmente no que eles fazem. E o que eles fazem senão espionar? Mas espionagem ocorre somente como forma de preparação para a guerra; portanto, somente quando existe um confronto entre dois inimigos entrincheirados e quando uma parte quer aniquilar a outra, ou pelo menos conquistá-la e dominá-la. O que aconteceria se você permitisse a tudo que existe o direito de existir e se mantivesse aberta a tudo o que quer vir até você, mesmo que a estrutura de sua existência antiga se tornasse muito pequena e tivesse que ser despedaçada e morrer? Por que não tentar desistir de toda esta luta e de defender-se? Deixe que os espiões venham e dê-lhes pleno poder para fazer o que desejam, e apenas veja o que acontece. 


A paciente se sente compreendida, o que aumenta a confiança no terapeuta. Ela passa então a seguir obstinadamente as recomendações dadas por ele. É após essa interpretação que Cobling compartilha com Boss o relato de um sonho. O psiquiatra então interpreta, através do sonho, que a origem de seu conflito encontrava-se na infância da paciente. Ela não havia conseguido incorporar elementos de criatividade e espontaneidade do comportamento infantil. Ora, e esses elementos não justamente os preconizados por Donald Winnicott no conjunto de sua obra? Pergunto-me então em que medida Boss poderia ainda estar influenciado por estas teorias da psicanálise de seu tempo. A seguir, veremos mais elementos que aproximam as duas perspectivas (de Boss e Winnicott).


Boss relata com alegria, durante a explanação do caso:


"Permitir que ela fosse uma criança pequena foi o abre-te Sésamo que descerrou as comportas que durante tanto tempo haviam impedido que suas verdadeiras potencialidades se expressassem. Era como se ela tivesse esperado por essa permissão durante toda a vida." (Boss, 1999)


Mas não corresponderia essa atitude justamente ao que Winnicott conceitua como holding? O papel do terapeuta foi justamente o de levar a paciente novamente a uma situação de dependência e exercer o papel materno que não pôde ser exercido de maneira efetiva. Posteriormente, John Bowlby conceitou essa atitude dentro de sua teoria do apego como a promoção de um apego seguro. A influência de Winnicott e Bowlby são vastas, podendo ser vistas inclusive no campo das Terapias Cognitivo-Comportamentais, em especial da Terapia do Esquema de Jeffrey Young, que vista corrigir os chamados esquemas iniciais desadaptativos. Contudo, ao final do texto veremos como é possível uma interpretação muito mais simples desse acontecimento e do papel desempenhado pelo terapeuta.


Durante todo o processo de terapia Cobling demonstrava seu receio em desempenhar comportamentos tidos como indesejados, por terem conteúdos infantis, sexuais ou agressivos. O papel desempenhado pelo terapeuta foi o de aceitar tais comportamentos e mesmo incentivá-los como forma de reduzir a tensão. Aqui, seria mesmo possível uma aproximação com a abordagem centrada na pessoa de Carl Rogers, mas não creio que ela tenha chegado ao conhecimento de Boss, ao contrário da psicanálise. Além disso, essa aceitação sempre se voltava para a temática da infância também, como observamos no seguinte trecho, que corresponde a uma intervenção de Boss:


"E uma pequena criança, cada recém-nascido, não tem legítimo direito ao cuidado dos pais? E você, que no seu mais íntimo ser é uma pequena criança, não teria um duplo direito de ser protegida, por ter sido dolorosamente privada do que tanto necessitava tempos atrás, no momento certo, quando era fisicamente pequena? Não seria correto você ser agora amplamente recompensada por isso?"  (Boss, 1999)


Além da preocupação excessiva com a infância, Boss também revela uma incapacidade em abandonar por completo uma teoria acerca do psiquismo. Isso se coloca de maneira ambígua no trecho a seguir:


"Veremos que alguma coisa se acerca da paciente, dirige-se a ela de nenhum lugar e de todo lugar, mas nunca do interior de uma psique individual. Este algo se comunica emergindo do papel de desenho, da grande distância de um avião noturno, dos ruídos da rua, do ranger da cadeira do analista. Algo lhe está sendo enviado, tenta ser admitido em sua consciência e aí aparecer. É algo do seu futuro que se dirige a ela, vem ao seu encontro, busca ser incluído em seu presente. Esse algo, para essa paciente, é, sobretudo, o âmbito de fenômenos que se revelam em modos erótico-corporais de relacionamento humano com o mundo. É verdade que, em primeiro lugar, foram as severas beatas sectárias e os pregadores ascéticos que pediram admissão à consciência da paciente embora nas assim chamadas alucinações. Entretanto, justamente por proibirem, as alucinações se referem exatamente à coisa que proíbem, por exemplo, à esfera erótica-corporal da vida humana. Como a paciente nunca fora capaz de apropriar-se dessas possibilidades eróticas de amor, não tinha sido capaz de aceitá-las como realmente pertencentes ao seu self responsável. Portanto, um relacionamento livre com todos estes fenômenos do nosso mundo, mais especialmente com um homem enquanto parceiro sexual amado, permanecera inatingível. Desde a sua infância, fora rigorosamente treinada para se alienar dessas possibilidades de relacionamento, que todavia constituíam parte de sua existência. Elas haviam sido consideradas incompatíveis com a dignidade humana, pecaminosas, perigosas. Fora estimulada a ser pragmática, desapegada, desapaixonada e objetiva, inteiramente ocupada em perseguir de forma competente objetivos que só poderiam ser atingidos por um exercício sistemático de pensamento. O resultado inevitável foi uma exorbitante sobrecarga das suas faculdades intelectuais." (Boss, 1999) 


Boss inicia o parágrafo negando que o problema se dirija do interior de uma psiqué individual, mas ao longo de sua fala acaba construindo uma teoria do self. Essa teoria diz que algo foi deixado de lado, algo não foi incorporado e essa seria a origem do conflito. Isso muito se assemelha à teoria do self construída pelo orientador de Medard Boss, o psicanalista suíço Carl Gustav Jung, que teorizou sobre o papel da sombra no caminho da individuação. A sombra deveria ser aceita e incorporada à totalidade do self. Essa ideia também se assemelha à teoria do verdadeiro e do falso self de Donald Winnicott, que fala da possível cisão promovida entre a máscara social e o verdadeiro self, de modo que seria necessário ao verdadeiro self emergir para ser incorporado à vida diária, promovendo comportamentos saudáveis, criativos e espontâneos.


A postura compreensiva e permissiva adotada por Boss levou de fato a paciente a superar seus sintomas psicóticos, mas seriam as explicações do psiquiatra suficientes e simples o bastante? Parece-me que Boss foi incapaz de adotar uma perspectiva radicalmente daseinsanalítica, pois ainda manteve elementos de um psiquismo no fundamento de sua prática exposta no caso Dra. Cobling. A esse respeito, devemos sempre lembrar da fala inicial de Heidegger nos Seminários de Zollikon:


"Todas as representações encapsuladas objetivantes de uma psique, um sujeito, uma pessoa, um eu, uma consciência, usadas até hoje na psicologia e na psicopatologia devem desaparecer na visão daseinsanalítica em favor de uma compreensão completamente diferente. [...] O que o existir enquanto Da-sein significa é um manter aberto de um âmbito de poder-apreender as significações daquilo que aparece e que se lhe fala a partir de sua clareira." (Boss, 2009, p.33)


Para além das possíveis aproximação e resquícios da prática psicanalítica, observo no caso Dra. Cobling inúmeras preconcepções de Boss. Com os avanços na fenomenologia-existencial propiciados pelos estudos realizados nas últimas décadas, torna-se possível realizar uma limpeza conceitual ou mesmo uma redução fenomenológica (epoché) das práticas apresentadas no caso. A seguir, listarei cada uma das preconcepções e realizarei a suspensão dos pressupostos:


  1. Interpretação limitada ao biológico: Essa é a primeira pressuposição de Boss no caso. E ele mesmo realiza essa suspensão. O que gostaria de destacar é que embora a biologia tenha sua importância, nesse caso ela pode ser capaz de explicar o acontecimento, mas não de compreendê-lo. E era justamente compreensão aquilo que Cobling buscava. Por isso a mudança repentina de direção veio bem a calhar ao psiquiatra Boss, que pôde recobrar a confiança da paciente.

  2. Interpretação limitada ao psíquico: Essa é a segunda pressuposição de Boss, e novamente o leva a uma posição de afastamento e não-compreensão do relato da paciente. Ela revela a necessidade de abandono das teorias psicológicas ou uma integração do todo existencial. Embora Boss relate adotar uma perspectiva daseinsanalítica, fica claro que ele não consegue levar a cabo a proposta em sua radicalidade, mantendo alguns pressupostos psicologicistas listados à seguir.

  3. Regressão à infância: Um dos pressupostos de Boss refere-se à origem do conflito de Cobling em sua infância, motivo pelo qual ele lança mão de interpretações que levam a paciente a se enxergar como uma criança novamente, passando a apresentar comportamentos infantis. Mas em que medida tais comportamentos não foram incentivados pela própria interpretação de Boss? Muito mais simples seria dizer que Cobling não conhecia outro modo de ser para além da austeridade. A terapia a levaria então a um novo modo de ser até então desconhecido ou inacessível. O sofrimento de Cobling advinha de sua inautenticidade, sua completa entrega ao discurso impessoal de seus pais e de sua comunidade. Cobling se perdia no mundo compartilhado (mitwelt), devendo encontrar no mundo próprio (eigenwelt) uma força para reduzir seu sofrimento. A autenticidade não é algo bom per se. Mas quando a inautenticidade se torna fonte de sofrimento, então promover a autenticidade pode ser um dos objetivos da terapia.

  4. Self próprio e autenticidade: Embora eu concorde com o efeito benéfico da promoção da autenticidade nesse caso, parece-me que para Boss, no caso Dra. Cobling, a ideia de uma self próprio e autêntico como elemento de saúde ainda permanece no campo de uma teoria. Podemos contrapor o caso Dra. Cobling ao caso Ellen West, de Binswanger, em que a paciente parece completamente perdida no mundo próprio, em completa desconexão com o mundo compartilhado. Sua visão pessoal era tudo o que importava, e, com isso, a fonte de seu transtorno. Desse modo, devemos realizar uma suspensão desse pressuposto, e entender sempre o papel da autenticidade na situação concreta.

  5. Teoria do self: Boss ainda mantém uma teoria do self, compreendendo que há elementos do psiquismo que devem ser incorporados para que a paciente apresente uma melhora terapêutica. Suspendendo esses pressupostos, podemos ter uma compreensão mais simples do papel do terapeuta como alguém que apresenta novos modos de ser à paciente. Não é necessário que sejam elementos reprimidos ou que eles façam parte de um self, basta compreender que ela não se permitia agir de determinados modos. Ou seja, há uma mudança em seu modo de ser, propiciada pela relação terapêutica, e para isso não se faz necessária qualquer teoria acerca do self ou de um psiquismo.


Referências:


Boss, Medard. (1999). O caso da Dra. Cobling. Natureza humana , 1(1), 139-173. Recuperado em 24 de março de 2024, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24301999000100008&lng=pt&tlng=pt.


Boss, Medard. (2009). Seminários de Zollikon: Protocolos, Diálogos, Cartas. Petrópolis: Vozes.


Loparic, Zeljko. (2001). Além do inconsciente: sobre a desconstrução heideggeriana da psicanálise. Natureza humana , 3(1), 91-140. Recuperado em 24 de maro de 2024, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24302001000100004&lng=pt&tlng=pt.

 
 
 

Comentários


bottom of page